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Razões como o crescimento populacional, a falta de espaço urbano nas grandes cidades, o aumento do custo do metro quadrado construído e a sustentabilidade tendem a modificar comportamentos na construção civil.

 

As pessoas estão percebendo que as edificações não são produtos fáceis de serem substituídos e que sua vida útil está diretamente relacionada com as manutenções nelas aplicadas durante a fase de utilização. Ou seja, para além dos cuidados na concepção e execução de uma obra, é preciso dar a devida atenção para os serviços periódicos de preservação.

 

Infelizmente, somente quando acidentes ganham as manchetes é que administradores, síndicos e proprietários pensam na segurança de suas edificações. Sabemos que estes desastres têm relação direta com a falta de manutenção. E mesmo hoje, com a obrigatoriedade dos edifícios em apresentar laudos de estabilidade e também de inspeção das estruturas, segue uma certa resistência em agir.

 

Em Porto Alegre, desde 2012, por meio do Decreto Nº 17.720 (hoje revogado e substituído pelo Decreto Nº 18.574, de fevereiro de 2014), os prédios multifamiliares com mais de dois pavimentos e enquadrados em uma determinada idade de conclusão têm a obrigatoriedade de apresentarem na Prefeitura o Laudo de Inspeção Predial, conhecido como LTIP. Neste documento, um profissional especializado e habilitado, credenciado na entidade de classe de engenharia ou arquitetura, atesta a estabilidade estrutural da edificação.

 

Mas mesmo com todas as normas e decretos existentes que obrigam a aplicação das atividades de manutenção prediais nas edificações, sabemos que, na prática, são poucos os edifícios que elaboram e colocam em prática as atividades de manutenção de forma adequada e com profissionais capacitados.

 

Estudo realizado em prédios no Brasil apontou que 98% dos empreendimentos vistoriados não possuíam programa de manutenção para as instalações civis. Além disso, o mesmo estudo nos diz que 100% destes empreendimentos não adaptam os planos de manutenção de acordo com a idade da edificação e das instalações. Assim, os poucos que possuem programa de manutenção podem contar com algo que não corresponde à necessidade real.

 

Outro agravante é a falta de histórico e registro por parte dos condomínios sobre as manutenções realizadas. Esse histórico das intervenções é a peça chave para enxergar e entender as necessidades do edifício e, em cima disso, gerar um plano de atuação que busque manter o desempenho das instalações sem prejuízos financeiros e operacionais.

 

Fonte: Texto adaptado do artigo "A importância da manutenção preventiva nas edificações", de autoria da Engenheira Maria Paula Azevedo Silva, sócia da Verum Engenharia Diagnóstica. O artigo foi produzido originalmente durante a pós-graduação da autora em Auditoria, Avaliações e Perícias de Engenharia pelo IPOG RS.

 

 

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