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Os problemas ocultos das construções

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Ainda hoje há a percepção errada de que os prédios são estruturas “sólidas” e “rígidas”, eternamente duráveis. De fato, eles foram projetados para terem uma vida longa, mas a exposição às intempéries e a variações climáticas bruscas provocam doenças nas estruturas. Tais patologias podem ser evitadas ou, ao menos, minimizadas com a aplicação das manutenções.

 

Há outro fator muito importante que justifica a necessidade de manutenções e que é pouco comentado. Trata-se de um problema relacionado ao mercado da construção civil. O crescimento deste setor, vivido entre os anos de 2007 e 2014, provocou reflexos como a falta de material e de mão-de-obra. Com isso, houve atraso na entrega de muitos empreendimentos. A pressão gerada pelos atrasos levou algumas incorporadoras e construtoras a concluir obras “de qualquer maneira”, fazendo com que inúmeros empreendimentos fossem entregues com patologias de execução.

 

Além disso, por ter ocorrido essa escassez de pessoal, muitos profissionais assumiram funções sem ter a devida qualificação. Na época, servente virou pedreiro de um dia para o outro, por exemplo. A rotatividade nas obras também se tornou algo rotineiro. Muitos profissionais tiraram proveito da alta demanda do mercado e trocaram de empresa a cada nova oferta, gerando descontinuidade nos projetos de produção.

 

Se, por um lado, as construtoras têm que cumprir com o período legal de garantias para corrigir situações de anomalias construtivas, por outro, sabemos que a má qualidade na execução de uma obra acarreta problemas futuros que poderão ser percebidos somente após o prazo usual de garantia.

 

Uma falha na execução da estrutura, um erro nas instalações hidrossanitárias, entre outros tantos problemas possíveis podem se manifestar após muitos anos da entrega da obra. Ou seja, sem a manutenção preventiva e a devida análise dos sistemas da edificação, os proprietários arcarão com as consequências e os custos para sanarem as patologias.

 

Desse modo, as manutenções devem ser aplicadas para garantir as boas condições e segurança das instalações. O fato de a construtora ter responsabilidades com os seus clientes e condomínios não isenta estes da responsabilidade de cuidarem do seu patrimônio.

 

Fonte: Texto adaptado do artigo "A importância da manutenção preventiva nas edificações", de autoria da Engenheira Maria Paula Azevedo Silva, sócia da Verum Engenharia Diagnóstica. O artigo foi produzido originalmente durante a pós-graduação da autora em Auditoria, Avaliações e Perícias de Engenharia pelo IPOG RS.

 

 

 

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