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Você conhece a síndrome do edifício doente? Saiba como identificá-la

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Erros no projeto e na execução, aliados à falta de manutenção, podem trazer problemas à saúde do usuário e também à estrutura do imóvel

 

Desde a década de 1980, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece a síndrome do edifício doente, após a morte de 34 pessoas por uma bactéria na Filadélfia, nos Estados Unidos. Desde então, o tema é debatido nas universidades em cursos de engenharia e de arquitetura. O professor e arquiteto Silvio Hickel do Prado lembra que existem duas vertentes. Uma é focada nas pessoas que adoecem e outra em erros de projeto ou de execução da obra. Confira como perceber um prédio doente, sem cair em ciladas.

 

Um edifício pode ser considerado doente quando o construtor utiliza materiais de baixa qualidade, como areia da praia, ou não utiliza os traços de argamassa e de concreto recomendados. “Imóveis com rachaduras, infiltrações, fissuras, descolamento de cerâmica e do próprio reboco são construções doentes e o cidadão pode observar esses detalhes no momento da compra. Também existem os erros de projetos, com quartos virados para o sul, onde o sol não pega o ano inteiro”, explicou o arquiteto sobre as patologias de projeto e de execução.

 

Segundo Silvio do Prado, estudos comprovam que 50% dos casos ocorrem em consequência de erros na execução. De 18% a 28% são falhas no projeto, e o uso de materiais inadequados representa de 15% a 25% dos casos.

 

Algumas dessas imperfeições podem causar doenças ao usuário do imóvel. Cômodos mofados, com umidade, infiltrações, sem ventilação ou sem a manutenção do ar-condicionado, são locais propícios a doenças.

 

Para o especialista, os edifícios têm conserto quando não entram em colapso. Ele lembra que a mudança de uso de um imóvel pode gerar um problema. Transformar um escritório em uma biblioteca, sem os devidos cálculos de projeto, pode ser uma dor de cabeça. “Construção é uma série de coisas simples, mas quando milhares de coisas simples são feitas de maneira incorreta, teremos um problema gigantesco”, observa. Silvio assegura que um prédio pode durar séculos, desde que tenha a manutenção adequada.

 
Coriza e tosse persistente estão entre os sintomas

 

O médico otorrinolaringologista Person Antunes de Souza informa que as pessoas com pré-disposição genética são as mais suscetíveis a doenças. Males como rinite, asma e conjuntivite alérgica são as mais comuns. Outras doenças despertadas pelo contato com os agentes alérgenos do ambiente também podem aparecer, assim como as causadas por fungos.

 

“Os sintomas mais comuns são lacrimejamento, coriza, coceira no nariz, espirros, nariz obstruído, tosse persistente, entre outros. Os quadros podem evoluir: o quadro de uma rinite, ou asma descompensada, por exemplo, pode desencadear uma sequência de complicações gerando uma pneumonia. Desse modo o indivíduo pode ter uma complicação mais séria em função de um problema gerado em seu ambiente”, esclareceu.

 

 

Como identificar um edifício doente
 

Verifique rachaduras, infiltrações, trincas, fissuras, solventes na pintura, umidade e outras deformações no projeto.

 

 

 

O que fazer?
 

Chame o engenheiro e peça um laudo.

 

 

 

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