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Manutenção, acidentes e segurança

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Em 2011, a Revista Veja publicou uma matéria com o seguinte dado: 95% dos incêndios ocorridos em prédios da cidade do Rio de Janeiro tiveram sua origem em curtos-circuitos. Foram colapsos causados pela sobrecarga nas instalações, por fiações elétricas velhas, entre outros fatores que poderiam ter sido evitados se houvesse manutenções nas edificações.

 

Uma rápida busca na web e encontramos diversos acidentes com estruturas e edificações que apontam a falta de manutenção como causa principal.

 

Outro dado que reforça nosso argumento: estudo feito há alguns anos pela Câmera de Inspeção Predial de São Paulo juntamente com o Corpo de Bombeiros do Estado indicou que 66% dos acidentes em prédios comerciais e residenciais com mais de dez anos de uso foram provenientes de falha de manutenção. E apenas 34% destes acidentes estavam ligados a anomalias construtivas. Este estudo indica também que o maior número de acidentes por falha de manutenção ocorre com as estruturas, seguido pelas fachadas, telhados e revestimentos.

 

O caso do desabamento do edifício Santa Fé, situado na orla da praia de Capão da Canoa (RS), é um exemplo aqui do nosso Estado de acidente em razão da falta de manutenção. Neste caso, ele foi agravado pela imprudência, falta de capacitação e ausência de fiscalização dos serviços de manutenção.

 

De acordo com os peritos criminais do Instituto Geral de Perícias responsáveis por esta investigação, a principal causa do desabamento do prédio foi a perda de resistência mecânica de um dos pilares de sustentação da estrutura que apresentava degradação do aço e do concreto em razão do contato com agentes agressores no meio. Sabe-se que o meio salino é um forte agente agressor ao aço e ao concreto e que elementos expostos a estes agentes devem ter dimensionamento e manutenções diferenciados e intensificados.

 

Pela idade do prédio e pelos problemas identificados na perícia, este pilar que ruiu já apresentava manifestações patológicas graves que o expuseram mais a estes agentes agressores.

 

Neste prédio do nosso litoral, houve uma soma de fatores: a falta de manutenção preventiva, que poderia ter evitado este acidente, e a contratação, por parte do síndico, de um profissional não habilitado para a execução dos reparos na estrutura do pilar.

 

Sem o acompanhamento e a fiscalização por parte de um engenheiro capacitado para orientar as atividades a serem executadas e os cuidados que deveriam ter sido tomados para garantir a segurança, este profissional contratado na época colaborou com o processo de perda mecânica da estrutura.

 

Se, desde o início, as manutenções preventivas periódicas tivessem sido aplicadas ao Edifício Santa Fé, certamente a exposição aos agentes agressores do meio ambiente teriam sido menores e, com isso, os efeitos também seriam menores. Mais do que isso, se o síndico, como responsável legal, tivesse contratado um engenheiro habilitado e registrado que planejasse e fiscalizasse os serviços prestados, as chances do desabamento tenderiam a zero.

 

Fonte: Texto adaptado do artigo "A importância da manutenção preventiva nas edificações", de autoria da Engenheira Maria Paula Azevedo Silva, sócia da Verum Engenharia Diagnóstica. O artigo foi produzido originalmente durante a pós-graduação da autora em Auditoria, Avaliações e Perícias de Engenharia pelo IPOG RS.

 


Crédito da foto: Felipe Daroit / AgênciaRBS

 

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