Please reload

Posts Recentes

O vizinho não quer consertar o vazamento, e agora?

August 7, 2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

Temporada de chuvas e tempestades demanda cuidados com para-raios

January 11, 2018

Engenheiros recomendam atenção com os detalhes e com a manutenção anual

 

Até que as águas de março fechem o verão, ainda tem muita chuva para cair. É nesta temporada, iniciada no fim de dezembro, que ocorre a maior incidência de descargas elétricas por meio dos raios. Para quem mora em edifício, estar com o para-raios em ordem é fundamental.

 

Ainda que o equipamento tenha o uso tão difundido, muitas dúvidas e mitos o cercam. Segundo Osmar Pinto Jr., coordenador e pesquisador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a primeira coisa que as pessoas precisam entender é qual a proteção garantida por cada exemplar. Ele explica que isso deve ser pensado como um cone, cuja ponta parte da extremidade superior, formando um raio do mesmo tamanho desta altura no chão.

 

— Se o para-raios está a 25 metros de altura, então a área protegida no chão terá um raio de 25 metros — frisa ele.

 

E como a área protegida é como um cone, este raio vai afunilando de baixo para cima. Essa informação é muito importante para quem pensa que o para-raios do prédio vizinho garante a sua segurança.

 

— Para se ter uma ideia, na maioria dos prédios formados por dois blocos, um não protege o outro. Então, cada um tem que ter sua própria proteção — ilustra Osmar, acrescentando que alguns não são suficientes nem para cobrir toda a parte mais alta do próprio edifício. — Nestes casos, pode-se usar hastes condutoras ao redor de toda a borda superior para proteger as marquises e quinas.

 

CUIDADOS EXTRAS

 

Um segundo ponto frisado pelo pesquisador é que a proteção nunca é de 100%. Logo, os cuidados básicos continuam indispensáveis.

 

— É o caso de julgar seguro permanecer na piscina do prédio durante uma tempestade por causa do para-raios. Isso seria um risco — exemplifica ele, lembrando também que aparelhos conectados à eletricidade e cabos de telefone e internet também precisam ser desplugados, já que o equipamento não faz esse tipo de proteção.

 

 

FALTA MANUTENÇÃO

 

O engenheiro e diretor da Delphi, David Gurevitz, que é especializado em engenharia e medicina do trabalho, diz que, baseado na experiência dele, mais de 90% dos para-raios não ganham a manutenção adequada, principalmente depois de receber descargas.

 

— Constatamos também muitos erros nas instalações de antenas e outros equipamentos fixados acima dos para-raios. Com isso, a proteção passa a ser a tal antena, que irá transmitir qualquer raio direto para as instalações elétricas da edificação, causando riscos de acidentes — alerta ele.

 

Gurevitz acrescenta que os sinais de desgastes mais comuns são corrosão nos cabos, nos isolantes e também afastadores quebrados. Ficar de olho nestes sinais é fundamental:

 

— Se o para-raios não estiver funcionando corretamente, a descarga elétrica pode entrar na rede interna da edificação, causando a queima de equipamentos e até mesmo um incêndio.

 

Fonte: Jornal O Globo

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga