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Manutenção e inspeção das instalações de gás

January 23, 2018

Em maio de 2015, um andar inteiro de um condomínio em São Conrado, no Rio de Janeiro, explodiu. Danos foram causados nos 72 apartamentos do edifício. A principal suspeita foi a de que um vazamento de gás tenha ocasionado a explosão.

 

Ninguém morreu, mas alguns moradores se feriram, como o dono da unidade de onde a explosão partiu. Vale ressaltar que o condomínio estava com a sua documentação em dia.

 

Inspeção das instalações

 

Mesmo sem a obrigação de fazer um check up anual no sistema de gás, muitos síndicos tomam essa iniciativa buscando cercar o condomínio de segurança. Importante frisar que a empresa contratada deve ser autorizada pela concessionária de gás da região para efetuar esse tipo de serviço.

 

Veja como é executada a inspeção completa:
  • Primeiro é feita uma vistoria visual das instalações. Assim, dá para saber se o encanamento está em boas condições ou se vai precisar de reparos.

  • Depois a central de gás (onde não há gás encanado) é observada. O local deve contar com placas e ser gradeado. Também não deve haver ralos a menos de 1,5 m dos botijões  para evitar que, em caso de vazamento, o gás ‘escape’ por ali.

  • Então é feito um teste de estanqueidade em todos os ramais, para saber se há vazamentos. 

  • Também deve ser observado se o encanamento de gás não está demasiadamente perto de fios elétricos. Nesse caso, é interessante que o condomínio pense na possibilidade de trocar os canos de lugar.

“Alguns residenciais têm apostado em fazer o encanamento externo, na fachada. É uma alternativa segura”, avalia Velloso, de empresa de inspeção predial.

 
Cuidando da tubulação
 

Há casos de condomínios com instalações com mais de 15 anos de uso. Nesses locais é comum encontrar problemas de ventilação inadequada, ferrugem, vazamento de gás, falta de válvulas de bloqueio manual para manutenção, falta de extintores próximos aos abrigos, inexistência ou deterioração da pintura da tubulação aparente, falta de tratamento anticorrosivo das tubulações enterradas e existência de vedante vegetal.

 

Vale dizer que os encanamentos mais antigos (e comuns, até hoje) são de ferro galvanizado. Caso seja necessária a torça da tubulação, o ideal é fazer a substituição toda por peças de cobre, que são muito mais duradouras – e mais caras também. 

 

“Trocar apenas algumas peças apenas acelera o processo de corrosão”, ensina Zeferino Velloso, diretor de empresa que realiza inspeções prediais. Uma alternativa aos canos de cobre é são aqueles de polietileno.

 

Há também a opção de passar uma tubulação nova dentro da antiga, ou de se utilizar uma resina que forma uma película dentro do cano antigo.

 

“Essa forma de recuperação da tubulação cria uma película que fica quase como uma borracha, evitando assim problemas de vazamento”, explica Nilson Merlini, da Merlini engenharia.

 
Cuidados extras

 

Para a especialista em condomínios Rosely Schwartz é de suma importância que as empresas forneçam aos condomínios, quando forem executar um serviço desse tipo, um laudo em conformidade com as normas da ABNT e das regras do Corpo de Bombeiro e da legislação local.

 

“Não se pode aceitar um laudo como ‘sistema ok’. A empresa deve pedir para o engenheiro assinar o documento. Nele, deve-se discriminar quais locais foram vistoriados, se os ramais, se a central de gás ou ambos. Também se deve expedir uma ART. Dessa forma, o síndico fica protegido e tem com quem dividir a responsabilidade no caso de alguma eventualidade”, argumenta.

 

Também é importante que os moradores respeitem a validade da válvula que vai do botijão até o fogão. E, é vital que os moradores sempre se atentem quando sentirem cheiro de gás. É fundamental, nesses casos, avisar ao zelador e pedir uma visita urgente de técnicos da concessionária.

 

Fonte: www.sindiconet.com.br

 

 

 

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