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As paredes drywall e a norma de desempenho

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A tecnologia drywall utilizada em paredes e em outros elementos construtivos foi inventada em 1898, nos Estados Unidos, por um homem chamado Augustine Sackett. Era uma simples chapa de gesso acartonado que revolucionaria a construção civil. A invenção passou a ser utilizada de forma regular há mais de 90 anos na Europa, onde se desenvolveu e chegou até nós, ainda na década de 1970, com o nome de “Chapa Drywall”, produzida com núcleo de gesso natural e revestida com cartão duplex. Como todas as grandes invenções, a ideia era simples e se revelou uma solução prática e inteligente. Mas só a partir de meados dos anos 90 passou a ser utilizada de forma regular no Brasil. Com o tempo, a “Chapa Drywall” sofreu diversas alterações, o que melhorou em muito o seu desempenho.

 

O drywall, também conhecido como gesso acartonado, é a única tecnologia construtiva para vedações internas não estrutural do país, 100% regulado por normas técnicas, diferenciando-se, assim, das demais tecnologias construtivas com a mesma finalidade. O sistema cumpre com todos os requisitos de isolamento acústico, resistência mecânica e resistência ao fogo exigidos pela norma NBR 15575: 2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de Desempenho de Edificações, que entrou em vigor em 12 de maio de 2010.

 

A nova norma determina os índices de desempenho mínimo, intermediário e superior das tecnologias construtivas e seus componentes ao longo de sua vida útil. Antes, as normas determinavam apenas as características de cada material. Esse avanço põe em larga vantagem a tecnologia drywall em relação a outras tecnologias devido às suas características. Confira quais são elas:

 

Quanto à conformidade

 

Para alcançar os diferentes quesitos de desempenho exigidos pela norma NBR 15575, deve ser seguida a norma NBR 15758:2009 – Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall – Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de Projeto e Montagem desse Sistema, que descreve todas as orientações para a correta aplicação do sistema drywall, em diversas situações.

 

Quanto ao isolamento acústico

 

A NBR 15575 determina níveis de redução sonora mínimo, intermediário e superior para paredes que separam unidades autônomas e para paredes que separam unidades das áreas comuns. O que seria isso? No primeiro caso, por exemplo, seria uma parede que separa dois apartamentos. Já no segundo caso, seria uma parede que separa uma sala da área externa.

 

Uma parede drywall com 12 cm de espessura total, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 7 cm de largura, duas chapas de cada lado e lã mineral no interior, isola de 50 a 52 decibéis e, portanto, atende aos níveis mínimo e intermediário em praticamente todos os casos. Já uma parede com 20 cm de espessura total, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 7 com de largura (duplo e separado), duas chapas de cada lado e lã mineral no interior, isola de 64 a 66 decibéis e, portanto, atende com folga ao nível superior em qualquer caso. O drywall ainda atende exigências maiores que esta última, tais como a divisão múltipla de salas de cinema em shopping centers. No Brasil, quase 100% dessas divisões foram executadas com a tecnologia drywall.

 

Quanto à resistência mecânica

 

Os quesitos quanto à segurança estrutural foram estabelecidos pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) através de ensaios em corpos de prova. Todas as paredes drywall especificadas na NBR 15758 (desde a menos robusta, com 7,3 cm de espessura total, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 4,8 cm de largura e uma chapa de cada lado - com 1,25 cm cada) atendem a NBR 15575 nos quesitos: estabilidade e resistência estrutural, deslocamento e fissuração, solicitação de cargas provenientes de peças suspensas, impacto de corpo mole, impacto de corpo duro e ações transmitidas por impactos nas portas.

 

Quanto à resistência ao fogo

 

Os quesitos quanto à resistência ao fogo são estabelecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar Estadual. O mesmo estabelece níveis de resistência ao fogo em 30, 60, 90 ou 120 minutos, a depender do tipo de cada edificação e do uso de cada espaço interno. A parede drywall com 7,3 cm de espessura total se encaixa na categoria CF 30. O que significa isso? Corta-fogo 30 minutos. Esse exemplo e a CF 60 atendem quase a totalidade das paredes de uso residencial. Uma parede com 13 cm de espessura total, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 7 cm de largura e duas chapas resistentes ao fogo de cada lado, se encaixa na categoria CF 120, ou seja, possui resistência a 120 minutos.

 

Conclusão

 

Desde a sua chegada no país, o drywall proporciona soluções práticas e inteligentes em forros, paredes internas não estrutural, pré-fabricados, revestimentos e divisórias para construções residenciais, comerciais e industriais, atendendo as exigências dos mais variados padrões de construção, sendo aplicados em hospitais, supermercados, shopping centers, lojas de departamentos, hotéis, edifícios públicos, edifícios residenciais, conjuntos habitacionais, entre outros.

 

Para usar esta tecnologia construtiva, deve-se buscar profissionais capacitados, qualificados e legalmente habilitados. Vale a pena lembrar que a norma NBR 16280:2014 – Reforma em Edificações – Sistema de Gestão de Reformas, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de Reformas, prioriza a responsabilidade técnica, ou seja, o acompanhamento de um engenheiro nos seguintes casos:

 

✓ Construção ou demolição de paredes e divisórias;

 

✓ Substituição de paredes por divisórias ou vice-versa;

 

✓ Substituição de revestimentos (pisos, paredes, divisórias, tetos etc…);

 

✓ Abertura ou fechamento de vãos;

 

✓ Alteração nas instalações elétricas, de telecomunicações, hidráulicas, sanitárias, de gás, de proteção e combate a incêndios, de elevadores, etc;

 

✓ Instalação de mobiliário fixo.

 

Fonte: Bercam Consultoria

 

 

 

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