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Por que sistemas de drenagem de águas pluviais exigem projeto cuidadoso?

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As mudanças climáticas que impactam o planeta vêm alterando o regime de chuvas. “No Brasil, as chuvas se tornaram mais frequentes, com fortes picos de intensidade em curto espaço de tempo”, diz o arquiteto e urbanista Lúcio Gomes Machado, professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).

 

Segundo ele, o fenômeno causa transbordamento das calhas nas residências, principalmente nas mais antigas. Por isso, ele reforça a importância de um bom projeto de telhado e do sistema de drenagem para águas pluviais e de jamais deixar os cálculos necessários e a execução do sistema nas mãos de profissionais não habilitados.

 

Israel Carvalho, sócio-diretor da IDK Telhados, frisa que as falhas no projeto ou a inobservância de alguns detalhes podem ocasionar infiltrações, goteiras e transbordamento.

 

Calhas, condutores, rufos, grelhas, caixas de areia e de passagem são os principais elementos que constituem o sistema de drenagem pluvial. De acordo com Carvalho, os materiais mais utilizados para calhas e rufos são as chapas de aço galvanizadas, de alumínio e de cobre. “Para evitar que a chapa galvanizada enferruje, uma sugestão é pintar com tinta ou manta asfáltica, que impermeabiliza o material”, aconselha o arquiteto Lúcio Machado.

 

O melhor material em resistência e durabilidade é o cobre. “Sua vida útil compensa o preço, que chega a ser três vezes maior do que o do alumínio – o mais utilizado, principalmente no litoral, onde os demais metais sofrem corrosão por influência da maresia”, comenta o diretor da IDK, acrescentando que o cobre também se faz presente nos projetos em estilo francês, para calhas molduradas e condutores externos, cumprindo ainda o papel de elemento decorativo.

 

Para tubos e condutores, o mais comum é o PVC, com diâmetro de acordo com o projeto. Segundo o arquiteto, normalmente, o material é utilizado na cor branca, porém o ideal para coletores é a tonalidade cinza (série R), por ser mais resistente. O sócio da IDK comenta que a escolha do material é prevista no projeto, que detalha também as dobras das chapas e os ajustes, de acordo com a secção.

 

Lúcio Machado observa que, quando o condutor vertical é mal feito, a água coletada é despejada no jardim da casa ou na calçada. “O correto é que o condutor leve a água a uma caixa enterrada de coleta de água pluvial que, através de condutores, despeja o líquido na sarjeta ou na rede pública”, ensina.

 

PROJETO E MUITOS CUIDADOS

 

O sistema de drenagem pluvial será mais ou menos complexo de acordo com a arquitetura. “Alguns são muito simples. Outros, em estilo francês, que têm telhado com declividade e inclinação de 100% ou mais, com mansardas e janelas, apresentam vários encontros de águas, que devem ser resolvidos no projeto do sistema de drenagem”, diz Carvalho.

 

Assim, a atenção deve ser redobrada nos encontros das águas furtadas (encontro de dois panos de telhado, formando ângulo interno de 90°), no colarinho de chaminés quando encontra com águas furtadas e nas junções de mansardas.

 

“O projeto deve prever os detalhes de vedação no entorno de janelas de teto, mansardas e chaminés de lareira, entre outros elementos. O encaixe é normalmente feito em chapa ou em fiberglass e faz parte do sistema de rufos”, ensina o arquiteto.

 

Segundo ele, é essencial estabelecer cálculos precisos entre panos do telhado, secção da calha e secção do condutor. “A calha deve ter uma posição suficientemente bem projetada para que a água se dirija para ela. Ou seja, quando a velocidade da chuva correndo pelo telhado é grande e a calha não está bem posicionada, a água vai saltar esse elemento e extravasar”, explica Machado. Ele reforça ainda que os cálculos do sistema de drenagem já não podem se basear nas antigas tabelas, em decorrência da atual alteração do regime de chuvas no país.

 

Segundo ele, o tipo de telha utilizado vai interferir diretamente no sistema de drenagem. “Cada tipologia, como a romana, a colonial, a paulistinha e outras, exige inclinações específicas e há tabelas padronizadas que as definem. A inclinação assegura que a água não volte, por capilaridade, de uma telha para outra, pingando no forro”, destaca.

 

Fonte: www.aecweb.com.br

 

 

 

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