Please reload

Posts Recentes

O vizinho não quer consertar o vazamento, e agora?

August 7, 2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

As redes de proteção para edificações

May 28, 2019

Segundo a série NBR 16046, a rede de proteção pode ser definida como um conjunto de malhas não metálicas entrelaçadas, destinado a proteger as pessoas que permanecem ou circulam na sua proximidade contra o risco de queda fortuita, sem, no entanto, impedir sua passagem voluntária. Seu material geralmente é o polietileno ou poliamida, chamados pelo mercado de náilon.

 

As redes de proteção surgiram em 1976, no Rio de Janeiro. Naquele ano, um decreto proibiu fechar ou envidraçar as construções em novos edifícios residenciais. Assim, as varandas trouxeram um aspecto mais humanizado às construções.

 

Por outro lado, os pais perceberam imediatamente o risco que seus filhos e demais membros da família corriam. Desde as primeiras redes de proteção, adaptadas das redes de pesca, até chegarmos às atuais, diversos especialistas aplicaram e inovaram métodos de ensaio, aliados ao progresso tecnológico com o passar das décadas, visando a sempre melhorar a qualidade para proteger o ambiente.

 

As redes de proteção nada mais servem, como o próprio nome diz, para proteger as pessoas de uma queda. Em muitos casos esta queda seria fatal. Janelas e sacadas de edificações, por exemplo, podem se tornar um perigo gigantesco se não estiverem devidamente seguras com as redes.

 

Apesar de não existir uma lei que obrigue a instalação de redes de proteção, é uma prática comum, principalmente entre condôminos. Os que optam pela segurança que o objeto leva consigo precisam saber que, uma rede, sem qualidade, agrega muito pouco ou simplesmente nada em segurança. A diferença de uma normatizada e outra fabricada por irresponsáveis pode impedir desastres.

 

A série NBR 16046, dividida em três partes, relata desde os requisitos para fabricar a rede de proteção até como instala-la e também a preservar, sempre reforçando as responsabilidades tanto do consumidor quanto do fabricante. A NBR 16046-1 de 04/2012 – Redes de proteção para edificações – Parte 1: Fabricação da rede de proteção especifica os requisitos mínimos para fabricação de redes de proteção para edificações. Ela se aplica a redes para proteção de janelas, sacadas, escadas, mezaninos, parapeitos, floreiras e outras aplicações semelhantes destinadas à segurança e proteção em edificações.

 

A NBR 16046-2 de 04/2012 – Redes de proteção para edificações – Parte 2: Corda para instalação da rede de proteção especifica os requisitos mínimos de fabricação de cordas utilizadas para instalação de redes de proteção fabricadas conforme NBR 16046-1.

 

Por fim, a NBR 16046-3 de 04/2012 – Redes de Proteção para Edificações – Parte 3: Instalação especifica os requisitos mínimos para instalação de redes de proteção para edificações, fabricadas de acordo com a NBR 16046-1. Assim como a Parte 1, aplica-se à instalação de redes para proteção de janelas, sacadas, escadas, mezaninos, parapeitos, floreiras e outras aplicações semelhantes destinadas à segurança e proteção em edificações.

 

Portanto, não se aplica à instalação de redes utilizadas em piscinas, quadras, aviários, canis, gatis e outras aplicações similares. Também, não se aplica à instalação de redes na posição horizontal, no qual ocorra esforço permanente ou temporário sobre a rede. A rede a ser instalada e a corda para sua fixação devem ser conforme as Partes anteriores à NBR 16046, respectivamente.

 

O instalador deve realizar uma análise prévia do substrato, perfurando-o para verificar se ele apresenta a resistência necessária para a instalação dos elementos de fixação. Caso a análise realizada em seja positiva, o instalador deve realizar a instalação dos elementos principais de fixação.

 

Caso não seja possível realizar a fixação da rede de proteção conforme os requisitos estabelecidos anteriormente, o instalador deve informar ao cliente sobre a inviabilidade da instalação ou utilizar método de fixação alternativo que possua desempenho igual ou superior ao descrito na NBR 16046-3. É obrigação do instalador fornecer ao cliente as instruções de uso e conservação contendo no mínimo as fornecidas pelo fabricante conforme a NBR 16046-1 e a NBR 16046-2: a rede de proteção deve possuir identificação do fabricante junto ao produto.

 

Além disso, é fundamental ter atenção com a vedação apropriada após a instalação. Furos que foram abertos erroneamente devem ser fechados e também deve ser feita a vedação na volta dos parafusos instalados. Sem isso, a eficiência da instalação pode ser prejudicada, já que permite a entrada de água, deteriorando o parafuso e gerando infiltração.

 

Uma última dica: as redes de proteção devem ser retiradas em situações de lavagem externa, pintura, reforma da fachada da edificação, serviços de reparo próximos ao local de instalação da rede ou outras situações que possam gerar danos à rede de proteção ou à sua instalação. Havendo necessidade de retirada e recolocação das redes, o serviço deve ser realizado por profissional qualificado para instalação de rede de proteção.

 

Fonte: revistaadnormas.com.br

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga