Desabamento: saiba o que fazer caso prédio apresente sinais de risco

Rachaduras em paredes podem indicar que a estrutura de uma edificação está comprometida, como atestaram moradores do prédio que desabou parcialmente no bairro Maraponga, em Fortaleza. Eles chegaram a fazer imagens de abalos antes da queda da estrutura, no início deste mês. Mas o que deve ser feito caso esses indícios sejam constatados?

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Mota, recomenda que, primeiramente, o síndico e o proprietário do imóvel sejam notificados e cobrados para contratar uma equipe de engenharia que realize uma vistoria técnica. “A cidade está envelhecendo e esses prédios são muito carentes de manutenção”, explica.

A Defesa Civil de Fortaleza orienta que, no caso de imóveis alugados, tanto o órgão como o proprietário devem ser acionados simultaneamente em caso de risco de desabamento. “A equipe que for até lá pode constatar se há riscos iminentes ou riscos menores. Em muitos casos, o agente orienta que o proprietário procure um engenheiro que ofereça um laudo técnico”, afirma.

Imóvel próprio

Se o imóvel for próprio, o ideal é entrar em contato com a Defesa Civil, que vai orientar sobre os procedimentos corretos a serem tomados.

Sinais

“A casa precisa de manutenção constante do mesmo jeito que nosso corpo precisa de um check-up”, compara o engenheiro civil Edilson Duarte. Segundo ele, um prédio pode ser dividido em três sistemas construtivos: estrutura, revestimento e instalações, que podem apresentar “patologias”, numa alusão à “saúde” da edificação.

A estrutura se relaciona as fundações; é preciso saber se dissolvem harmonicamente o peso da estrutura. Recalques (rebaixamentos) são sinais de alerta, bem como rachaduras em paredes e pilares - especialmente se elas tiverem 45 graus (na diagonal).

Já fissuras no revestimento podem indicar abalos mais complexos e não devem ser simplesmente “mascaradas” com reboque de argamassa. Quanto às instalações, é importante verificar sobrecargas na rede elétrica e cuidados nos sistemas de gás.

O especialista defende que inspeções sejam anuais em todas as edificações, embora a Lei de Inspeção Predial de Fortaleza só defina essa periodicidade para edificações com mais de 50 anos. Prédios de 31 a 50 anos precisam de vistoria a cada dois anos. Os que têm entre 20 a 30 anos, a cada três. E, os com menos de 20 anos, a cada cinco.

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

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